|  História
do Seguro no Brasil
 História
do Seguro no Mundo
 História
do Seguro no Brasil
O seguro surgiu no Brasil em 1808, com a abertura dos
portos por D.João VI, e o início da navegação intensiva com todos os países.
A primeira empresa de seguro no Brasil, a Companhia de Seguros Boa-Fé,
nasceu na Bahia, centro da navegação marítima da época.
Até 1822, ano da Independência só se desenvolveu aqui o seguro marítimo.
Menos trinta anos depois foi promulgado o Código Comercial, que regulamentou
as operações de seguro marítimo, proibindo o seguro sobre a vida de pessoas
livres. Com o progresso decorrente, fundaram-se novas empresas, que então
passaram a se dedicar a outros ramos de seguro, como o de incêndio e o
de mortalidade de escravos, seguro de destaque da época, dada a importância
da mão-de-obra negra para a atividade econômica.
Em 1855, foi fundada a Companhia de Seguros Tranqüilidade no Rio de Janeiro,
a primeira a comercializar no Brasil seguro de vida.
Poucos anos depois, estabeleceram-se no Brasil diversas empresas estrangeiras,
que trouxeram para o país a sua experiência específica.
Com a Proclamação da República, a atividade seguradora, em todas as suas
modalidades foi regulamentada. Promulgado em 1916, o Código Civil regulou,
como fizera o Código Comercial em relação aos seguros marítimos, todos
os demais seguros inclusive o de vida. Em 1935, foi fundada aquela que
viria a ser a maior companhia seguradora da América Latina, a Atlântica
Companhia Nacional de Seguros, hoje Bradesco Seguros.
Em 1939, foi criado o Instituto de Resseguro do Brasil (IRB), com a atribuição
de exercer o monopólio do resseguro no país. Já em 1966, com a edição
do Decreto lei nº 73, é instituído o Sistema Nacional de Seguros Privados
com a criação da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), órgão oficial
fiscalizador das operações de seguro.
 História do Seguro no Mundo
Essa história é bem antiga. Vinte e três séculos antes
de Cristo, na Babilônia, quando as caravanas atravessavam o deserto para
comercializar camelos em cidades vizinhas, surgiram as primeiras modalidades
de seguros.
Como era comum alguns animais morrerem durante o caminho, todos os cameleiros,
cientes do grande risco, firmaram um acordo no qual pagariam para substituir
o camelo de quem o perdesse. Além de uma atitude solidária por parte do
grupo, já era sem dúvida uma forma primária de seguro.
No ramo da navegação, também foi adotado o princípio de seguro entre os
hebreus e fenícios cujos barcos navegavam através dos mares Egeu e Mediterrâneo.
Existia entre os navegadores um acordo que garantia a quem perdesse um navio,
a construção de outro, pago pelos demais participantes da mesma viagem.
No século XII da era cristã, surge uma nova modalidade de seguro. Chamava-se
Contrato de Dinheiro e Risco Marítimo, formalizado por meio de um documento
assinado por duas pessoas, sendo uma delas a que emprestava ao navegador
quantia em dinheiro no valor do barco e das mercadorias transportadas. Se
durante a viagem o barco sofresse alguma avaria, o dinheiro emprestado não
era devolvido. Caso contrário, esse dinheiro voltava para o financiador
acrescido de juros.
Em 1234, o papa Gregório IX proibiu o Contrato de Dinheiro e Risco Marítimo
em toda Europa. Os homens ligados ao negócio buscaram então subterfúgios
para que pudessem continuar a operar na navegação com aquele seguro. E encontraram:
o banqueiro se tornava comprador do barco e das mercadorias transportadas.
Caso o navio naufragasse, o dinheiro adiantado era o preço da compra. Se
o barco chegasse intacto ao seu destino, a cláusula de compra se tornava
nula e o dinheiro era devolvido ao banqueiro, acrescido de outra quantia
como rendimento do empréstimo feito.
A preocupação com transporte marítimo tinha como causa interesses econômicos,
pois o comércio exterior dos países se dava apenas por mar. A idéia de garantir
o funcionamento da economia por meio do seguro prevalece até hoje. A forma
de seguro é que mudou, e se aperfeiçoa cada vez mais.
O primeiro contrato de seguro nos moldes atuais foi firmado em 1347, em
Gênova, com a emissão da primeira apólice. Era um contrato de seguro de
transporte marítimo.
Daí pra frente, o seguro iniciou uma carreira vertiginosa, impulsionado
pelas Grandes Navegações do século XVI. A teoria das probabilidades desenvolvida
por Pascal, associada à estatística, deu grande impulso ao seguro porque
a partir de então os valores pagos pelo seguro, seus prêmios, puderam ser
calculados de forma mais justa. Tais critérios são válidos até hoje. No
século XVI, uma nova etapa surge na história do seguro com dois acontecimentos
marcantes: as Tontinas, na França e o Lloyds, em Londres. As Tontinas, uma
das primeiras sociedades de socorro mútuo, foi criada em 1653 por Lorenzo
Tonti. Apesar da grande aceitação inicial, essa sociedade não conseguiu
sobreviver ao longo do tempo.
A segunda foi fundada em Londres, em 1678, do Lloyds por Edward Lloyds,
proprietário de um bar que era ponto de encontro de navegadores e atraía
pessoas interessadas nos negócios de seguros. Ali, passaram a concretizá-los
por meio de contratos. O Lloyds tornou-se uma verdadeira bolsa de seguros
e assim opera até os dias de hoje.
Com o advento da máquina e da era industrial no século XIX, surgiram e desenvolveram-se
outras modalidades de seguro, como o de incêndio, o de transportes terrestres,
e o de vida. Os tempos haviam mudado e o mundo ingressava na era da produção
em série e do consumo em escala. A figura do segurador individual desaparecia,
e no seu lugar entram as companhias seguradoras como existem atualmente.
|